2 Pedro 3
1 Amados, esta é agora a segunda carta que lhes escrevo. Em ambas quero despertar com estas lembranças a sua mente sincera para que vocês se lembrem
2 das palavras proferidas no passado pelos santos profetas, e do mandamento de nosso Senhor e Salvador que os apóstolos de vocês lhes ensinaram.
3 Antes de tudo saibam que, nos últimos dias, surgirão escarnecedores zombando e seguindo suas próprias paixões.
4 Eles dirão: "O que houve com a promessa da sua vinda? Desde que os antepassados morreram, tudo continua como desde o princípio da criação".
5 Mas eles deliberadamente se esquecem de que há muito tempo, pela palavra de Deus, existiam céus e terra, esta formada da água e pela água.
6 E pela água o mundo daquele tempo foi submerso e destruído.
7 Pela mesma palavra os céus e a terra que agora existem estão reservados para o fogo, guardados para o dia do juízo e para a destruição dos ímpios.
8 Não se esqueçam disto, amados: para o Senhor um dia é como mil anos, e mil anos como um dia.
9 O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Pelo contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento.
10 O dia do Senhor, porém, virá como ladrão. Os céus desaparecerão com um grande estrondo, os elementos serão desfeitos pelo calor, e a terra, e tudo o que nela há, será desnudada.
11 Visto que tudo será assim desfeito, que tipo de pessoas é necessário que vocês sejam? Vivam de maneira santa e piedosa,
12 esperando o dia de Deus e apressando a sua vinda. Naquele dia os céus serão desfeitos pelo fogo, e os elementos se derreterão pelo calor.
13 Todavia, de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça.
14 Portanto, amados, enquanto esperam estas coisas, empenhem-se para serem encontrados por ele em paz, imaculados e inculpáveis.
15 Tenham em mente que a paciência de nosso Senhor significa salvação, como também o nosso amado irmão Paulo lhes escreveu, com a sabedoria que Deus lhe deu.
16 Ele escreve da mesma forma em todas as suas cartas, falando nelas destes assuntos. Suas cartas contêm algumas coisas difíceis de entender, as quais os ignorantes e instáveis torcem, como também o fazem com as demais Escrituras, para a própria destruição deles.
17 Portanto, amados, sabendo disso, guardem-se para que não sejam levados pelo erro dos que não têm princípios morais, nem percam a sua firmeza e caiam.
18 Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, agora e para sempre! Amém.
Existe Base Bíblica para a Predestinação?
Antes de começarmos a análise, convém que vejamos algumas definições:
O que é livre arbítrio?
Livre arbítrio é um princípio bíblico que declara que o homem é livre para tomar decisões, para decidir a questão do seu destino.
O que é predestinação?
Predestinação pode ser definida no sentido geral e no sentido bíblico. No consenso popular, seria crer que Deus traçou um plano para nossa vida e devemos segui-lo sem o direito da escolha. Em outras palavras - somos autômatos, desempenhando um papel previamente estabelecido por Deus. No sentido bíblico, a predestinação seria o decreto de Deus que possibilita a salvação a todos os que aceitarem a Cristo.
Calvino, ampliando idéias já antes defendidas por Santo Agostinho, afirmou que desde a antiguidade Deus estabeleceu dois decretos: Um selecionando um grupo para a salvação ou vida eterna, e um outro decreto selecionando aqueles que serão destruídos. O próprio Calvino qualificou-o como "o terrível decreto de Deus".
Estaria este ensino em harmonia com as doutrinas bíblicas? De modo nenhum! Porque a dupla predestinação ensina que se não fomos arbitrariamente escolhidos para a salvação, não há esperança, ainda que busquemos ardentemente esta graça!
Em sua apostila "Predestinação Bíblica", Hans K. La Rondelle nos diz: "A doutrina da predestinação de uns para o bem e a felicidade e de outros para o mal e infelicidade, parece ter nascido da necessidade de alguns teólogos de conciliarem a misericórdia com a justiça Divina. Deus é justo com os que predestina ao mal e misericordioso com os que predestina a salvação. As passagens de Isaías 1:27 e Rom. 3:25 negam que a misericórdia e a justiça sejam atributos divinos distintos; Deus não é metade misericórdia e metade justiça, mas inteiramente misericórdia e inteiramente justiça"
Vejamos agora as passagens e fatos bíblicos usados pelos defensores da predestinação calvinista para a perdição: Prov. 16:4; Rom. 9:18; 8:29 e 30; Ef. 1:5,11
Dentre os fatos citados, estes se destacam:
O endurecimento do coração de Faraó;
Judas predestinado a trair Jesus;
A declaração de Rom. 9:13: Amei a Jacó, porém me aborreci de Esaú
A palavra predestinação não aparece na bíblia, mas o verbo predestinar, em grego "proorizo", é empregado quatro vezes, isto é, em Rom. 8:29 e 30; Ef. 1:5,11 (alguns manuscritos o trazem também em Atos 4:28 e I Cor. 2:7). A palavra é formada de "pró", que significa "antes" e o verbo "horizo", que significa "definir, limitar". Este verbo é usado na palavra horizonte, como círculo limitante do campo da nossa observação. "Proorizo" pode ser traduzido por demarcar de antemão, ser determinado anteriormente.
Três úteis princípios hermenêuticos nos ajudarão a compreender o problema da predestinação:
É a regra áurea da interpretação, chamada por Orígenes de "Analogia da Fé". O texto deve ser interpretado através do conjunto das Escrituras, e nunca através de passagens isoladas. Não podemos basear uma doutrina numa só passagem.
Para compreender bem uma passagem é preciso consultar as passagens paralelas. São aquelas que tratam do mesmo assunto.
Observar bem o contexto. Analisar o que vem antes e depois, para se saber do que o autor está tratando.
Vamos ilustrar com exemplos bíblicos estes três princípios, para esclarecer o assunto em pauta:
1 - Analisando Provérbios:
"O Senhor fez todas as coisas para determinados fins, e até o perverso para o dia da calamidade" Prov. 16:4
Porém, notemos o seguinte:
"... Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias" Ecles. 7:29
Deus de modo algum é o originador do mal, mas os que escolhem a impiedade por sua própria vontade, Deus os destruirá.
2 - Este princípio pode ser ilustrado com:
Rom. 9:18, "Logo, tem Ele misericórdia de quem quer, e também endurece a quem lhe apraz" Coloquemos agora ao lado as seguintes passagens: "Para com o benigno te mostras benigno, e para com o homem perfeito te mostras perfeito. Para com o puro te mostras puro, e para com o perverso, inflexível*." Sal. 18:25,26 *(outras traduções dizem "contrário")
"Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos; volte-se ao Senhor, que se compadecerá dele; e para o nosso Deus, porque é generoso em perdoar." Isa. 55:7
Fica claro pelas passagens acima, com quem Deus quer ser misericordioso e com quem Ele é "inflexível". Estas passagens nos mostram que com os benignos Ele é benigno, mas que é inflexível com os perversos e impenitentes.
Êxodo 4:21 e 7:3 afirma que Deus endureceu o coração de Faraó. O que temos aqui é um idiomatismo hebraico, ou seja, o verbo usado não é para expressar a execução de algo, mas a permissão para fazer isso. Por exemplo: Êxo. 5:22 diz: "Ó Senhor, por que afligiste a este povo?" (isto é, por que toleraste que fosse afligido?).
Como se não bastasse isso, temos também as seguintes passagens que mostram que foi Faraó que endureceu o seu próprio coração:
"Endureceu-se, porém, o coração de Faraó, e ele não os ouviu, como o Senhor tinha dito." Êxodo 7:13
"Mas o mesmo fizeram também os magos do Egito com os seus encantamentos; de maneira que o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o Senhor tinha dito." Êxodo 7:22
"Mas endureceu Faraó ainda esta vez o seu coração, e não deixou ir o povo." Êxodo 8:32
O contexto das passagens de Romanos e Efésios, que falam da predestinação, é claro em nos mostrar que todos nós fomos predestinados para a salvação. Paulo nos diz que Deus através de Cristo nos predestinou para que fôssemos Seus filhos por adoção.
Deus tem um propósito para este mundo e para cada pessoa individualmente. Este propósito é que todos cheguem ao conhecimento da verdade e se salvem.
"Deus não deseja que alguém se perca" II Pedro 3:9
3 - Também é afirmado que Judas estava predestinado a trair Jesus, por isso ele não era livre para escolher.
A bíblia não diz que estava predestinado que Judas o trairia. Embora a morte de Cristo fosse pré-ordenada ("...o cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo" Apoc. 13:8), Pilatos e Judas não precisavam ter sido instrumentos dessa morte, eles eram livres para aceitá-lo ou colaborarem na sua condenação.
Outra passagem muito citada pelos calvinistas para a dupla predestinação é Rom. 9:13 "Amei a Jacó, porém me aborreci de Esaú". Afirmam que antes do nascimento, um é predestinado para a salvação e outro para a condenação. Esta é uma conclusão simplista e anti-bíblica, porque:
Esta citação de Paulo foi tirada de Malaquias 1:2-3, a qual foi escrita mais ou menos 1000 anos depois que eles viveram (Esaú e Jacó), ou seja, Malaquias não escreveu uma profecia, mas apenas relatou um fato histórico.
Malaquias não está falando de Esaú e Jacó como duas pessoas, mas de dois povos distintos: israelitas e edômitas. Jacó está representando o povo do concerto e Esaú os incrédulos e inimigos de Deus. O aborrecimento de Deus por Esaú - ou melhor pelos seus descendentes - foi após um milênio de paciência.
Paulo declara que Jacó foi escolhido para uma função, para representar um papel de destaque na história do povo de Deus. Rom.9:11,12
Os versos 34 e 41 de Mateus 25 contradizem frontalmente a dupla predestinação de Calvino, acompanhe:
Verso 34: "então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita:'Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo'"
Notemos que a herança nos está preparada desde a fundação do mundo. Isto sugere a predestinação para a salvação. Agora, vejamos o versículo 41:
"... apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seu anjos"
Se houvesse a dupla predestinação, a afirmativa de Cristo seria: "preparado para vós desde a fundação do mundo". Mas o que lemos é que o fogo foi preparado para o diabo e seus anjos, e não para o homem!
Outra declaração importante de Paulo, que precisa ser bem compreendida é a de Rom. 9:22,23.
O verso 22 fala dos vasos da ira preparados para a perdição, mas Deus os suportou com muita longanimidade.
No verso 23 há o relato dos vasos da glória, preparados previamente. A bíblia nos prova de maneira inequívoca que os vasos da ira não foram feitos por Deus para a destruição. Basta ler as passagens paralelas de Romanos 2:4 e 5, onde Paulo nos fala que Deus trabalha para a salvação do homem, mas o próprio homem endurece o seu coração para o dia de ira:
"Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te conduz ao arrependimento? Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus" Rom 2:4,5
Se existe alguma predestinação bíblica, sem dúvida é esta:
Em Adão todos são predestinados para a perdição - "Pois como em Adão todos morrem, do mesmo modo em Cristo todos serão vivificados. " I Cor. 15:22
Em Cristo todos são predestinados para a salvação - "Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus;" João 1:12
Algumas provas bíblicas contra a predestinação calvinista.
Dentre as várias citações bíblicas que contradizem o errôneo ensino de Deus haver predestinado pessoas para a perdição, as 11 seguintes devem ser destacadas, por sua objetividade e clareza:
I Tim 2:4 "O qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade"
O relato de Paulo não deixa dúvidas. Sua declaração nos leva a afirmar que ninguém foi designado para a perdição.
II Pedro 3:9 "... não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento"
É impossível harmonizar - Deus não deseja que ninguém se perca - com a idéia de que Ele escolhe pessoas para serem destruídas.
Apoc. 22:17 "... quem quiser receba de graça a água da vida"
Todos têm a oportunidade, graças a Deus! Aqui entra em cena a vontade pessoal. Querer é um verbo que indica vontade, portanto a pessoa escolhe; não aparece imposição.
João 3:16 "... para todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna"
Deus decretou que todos os que aceitarem a Cristo se salvem. Não decretou que todos devem aceitar a salvação que Ele oferece. Deus não força a vontade de ninguém.
Ezequiel 18:32 "Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor Deus. Portanto convertei-vos e vivei"
Deus tem prazer na Salvação, nunca na perdição. Se não respeitasse a vontade dos homens, Ele salvaria a todos.
Mateus 7:21 "nem todo o que diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos Céus"
Muitos não serão salvos, não porque estão "predestinados", mas porque não aceitam as condições da salvação.
Jeremias 21:8 "... Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte"
Para que dois caminhos, se a sorte de cada um já foi traçada antes?
Apoc. 2:10 "...Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida"
Notem que a salvação também depende de nós, da nossa perseverança.
Atos 17:30 "... agora, porém notificai aos homens que todos em toda parte se arrependam"
Notemos o convite para o arrependimento é para todos.
Paulo declara em Tito 2:11 "que a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens."
Mais uma vez, a graça de Deus é para TODOS!
I Tes. 5:9 "Porquê Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo"
Esta declaração, por si só, já faria desmoronar a teoria calvinista.
Também não poderíamos terminar este estudo, sem antes analisarmos a Eleição e Vocação.
Vocação é o chamado
Eleição é a escolha
A Bíblia esta repleta de exemplos, de que a eleição, tanto de um povo, como de indivíduos é para o serviço, para o desempenho de um papel no plano da salvação, para ser bênção aos outros e não simplesmente um privilégio. Ver Gen. 12:2
Israel foi eleito como um povo para especial serviço. Deut. 4:37; 7:6-8
Alguns exemplos de pessoas eleitas para a execução de um trabalho especial:
Moisés - Êxodo 3
Os Sacerdotes - Deut. 18:5
Os reis - I sam. 10:24
Os profetas - Jer. 1:5
Os apóstolos João 6:70
Algumas verdades que não podem ser ignoradas quanto à eleição:
A eleição de Deus inclui todo o mundo. I Tim 2:4,6; II Cor 5:14-15
Deus não elegeu ou predestinou apenas aqueles que eram dignos de Sua graça. Mas elegeu o indigno, ele elegeu o iníquo, ele elegeu os Seus inimigos. "Pois, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu a seu tempo pelos ímpios." Rom. 5:6 "Porque se nós, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. " Rom. 5:10
Deus nos escolhe para o serviço na base do caráter e não em bases pessoais. Nós nos elegemos, quando pelo poder de Cristo atingimos o padrão que ele estabeleceu.
A escolha de uma pessoa, não significa a rejeição de outras. A escolha de Israel não significou a rejeição dos gentios. Ao escolher Israel Deus desejava que por seu intermédio outras nações pudessem ser participantes de sua graça.
Assim, há um duplo propósito na eleição:
Para a salvação dos eleitos - Rom 11:7-11; II Tes. 2:13
Para a glória de Deus - Ef. 1:6,12,14
Para terminar, só uma pequena história. Conta-se que um membro velho, de poucos conhecimentos teológicos, foi interrogado sobre a nossa parte no plano da salvação. Disse ele:
"Bem, há uma eleição onde Deus está votando a nosso favor, e o diabo votando para a nossa perdição. Do lado em que possuiremos o nosso voto, esse ganhará a eleição."
Uma resposta simples, mas profunda. A qual mostra perfeitamente nossa parte no plano da salvação.
O PECADO DE ACÃ.
Quem foi Acã? Qual foi o pecado de Acã?
Acã foi um israelita que desobedeceu a Deus, no tempo de Josué. Ele roubou coisas destinadas à destruição e trouxe condenação sobre Israel.
Na primeira batalha dos israelitas na terra prometida, Deus mandou destruir todos os despojos (Josué 6:17-19). Essa era uma guerra santa, para cumprir a vontade de Deus; o objetivo não era matar para ficar rico. Ao entregar todos os despojos da primeira batalha a Deus, os israelitas consagrariam sua missão a Deus.
Josué e os israelitas destruíram Jericó e fizeram como Deus tinha ordenado: mataram todas as pessoas e animais, queimaram a cidade com fogo e entregaram todos os metais ao santuário de Deus. Mas uma pessoa desobedeceu – Acã.
Em Jericó Acã viu uma capa bonita, algum ouro e prata e decidiu ficar com eles. Ele levou tudo para sua tenda e escondeu o que tinha feito (Josué 7:20-21). Mas Deus viu e ficou muito zangado.
As consequências do pecado de Acã
A segunda batalha que os israelitas travaram foi contra uma cidade pequena, muito mais fácil de conquistar que Jericó. Mas os israelitas perderam a batalha e 36 homens morreram. Quando Josué perguntou a razão a Deus, Ele respondeu que os israelitas tinham pecado contra Ele, ficando com coisas consagradas para a destruição (Josué 7:10-12). Para consertar a situação, os israelitas teriam de destruir os objetos roubados e o ladrão.
Para revelar quem tinha cometido o pecado, Deus ordenou que os israelitas se santificassem. No dia seguinte, cada tribo se apresentou diante de Deus e a tribo de Judá foi sorteada. De entre a tribo de Judá, o clã e a família de Acã foram escolhidos (Josué 7:18-19). Finalmente, a sorte caiu sobre Acã, que confessou seu pecado e revelou onde os objetos roubados estavam escondidos.
Então os israelitas pegaram em Acã e em todos os seus
filhos e filhas e os apedrejaram. Eles queimaram os corpos, os objetos roubados e tudo que pertencia a Acã (Josué 7:25-26). Os israelitas se mantiveram fiéis a Deus e, depois desse incidente, conseguiram vencer seus inimigos.
Qual foi o pecado de Acã?
O pecado de Acã foi a cobiça. Ele viu a prata, o ouro e a capa e não resistiu ao desejo de os roubar. Mas Acã não estava apenas roubando de um inimigo. Tudo que estava em Jericó estava consagrado a Deus. Ao roubar alguns objetos, Acã desobedeceu a Deus.
Deus tinha prometido muitas bênçãos ao Seu povo, se O obedecessem fielmente. Com sua ação, Acã mostrou que não respeitava nem confiava em Deus. Seu coração não era fiel. Podemos pensar que Deus não se importaria com algo tão pequeno mas, na verdade, Acã trocou Deus por esses objetos. Ele achou que um pouco de dinheiro e uma capa tinham mais valor que amar a Deus!
O pecado de Acã teve consequências muito graves. 36 pessoas morreram! De acordo com a Lei, tudo que tocasse em algo impuro também se tornava impuro (Números 19:22). Assim, Acã contaminou sua família, que também sofreu as consequências. O pecado escondido de Acã trouxe muita desgraça.
1 Crônicas 6 Nova Versão Transformadora (NVT)
6 Os filhos de Levi foram: Gérson, Coate e Merari.
2 Os descendentes de Coate foram: Anrão, Isar, Hebrom e Uziel.
3 Os filhos de Anrão foram: Arão, Moisés e Miriã.
Os filhos de Arão foram: Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.
4 Eleazar gerou Fineias.
Fineias gerou Abisua.
5 Abisua gerou Buqui.
Buqui gerou Uzi.
6 Uzi gerou Zeraías.
Zeraías gerou Meraiote.
7 Meraiote gerou Amarias.
Amarias gerou Aitube.
8 Aitube gerou Zadoque.
Zadoque gerou Aimaás.
9 Aimaás gerou Azarias.
Azarias gerou Joanã.
10 Joanã gerou Azarias, sumo sacerdote no templo que Salomão construiu em Jerusalém.
11 Azarias gerou Amarias.
Amarias gerou Aitube.
12 Aitube gerou Zadoque.
Zadoque gerou Salum.
13 Salum gerou Hilquias.
Hilquias gerou Azarias.
14 Azarias gerou Seraías.
Seraías gerou Jeozadaque, 15 que foi deportado quando o Senhor enviou o povo de Judá e de Jerusalém para o exílio por meio de Nabucodonosor.
Os clãs dos levitas
16 [b]Os filhos de Levi foram: Gérson,[c] Coate e Merari.
17 Os descendentes de Gérson foram: Libni e Simei.
18 Os descendentes de Coate foram: Anrão, Isar, Hebrom e Uziel.
19 Os descendentes de Merari foram: Mali e Musi.
Estes foram os clãs dos levitas, listados de acordo com seus antepassados:
20 Os descendentes de Gérson foram: Libni, Jaate, Zima, 21 Joá, Ido, Zerá e Jeaterai.
22 Os descendentes de Coate foram: Aminadabe, Coré, Assir, 23 Elcana, Abiasafe,[d] Assir, 24 Taate, Uriel, Uzias e Saul.
25 Os descendentes de Elcana foram: Amasai, Aimote, 26 Elcana, Zofai, Naate, 27 Eliabe, Jeroão, Elcana e Samuel.[e]
28 Os filhos de Samuel foram: Joel,[f] o mais velho, e Abias, o segundo.
29 As gerações de descendentes de Merari foram: Mali, Libni, Simei, Uzá, 30 Simeia, Hagias e Asaías.
Os músicos do templo
31 Estes foram os homens que Davi nomeou para dirigirem a música na casa do Senhor depois que a arca foi colocada ali. 32 Ministravam com música no tabernáculo, na tenda do encontro, até que Salomão construiu o templo do Senhor em Jerusalém. Realizavam seu trabalho de acordo com as normas que lhes haviam sido transmitidas. 33 Estes são os homens que serviram ali, junto com seus filhos.
O músico Hemã era do clã de Coate. Os antepassados de Hemã foram: Joel, Samuel, 34 Elcana, Jeroão, Eliel, Toá, 35 Zufe, Elcana, Maate, Amasai, 36 Elcana, Joel, Azarias, Sofonias, 37 Taate, Assir, Abiasafe, Coré, 38 Isar, Coate, Levi e Israel.[g]
39 O primeiro ajudante de Hemã foi seu irmão Asafe. Os antepassados de Asafe foram: Berequias, Simeia, 40 Micael, Baaseias, Malquias, 41 Etni, Zerá, Adaías, 42 Etã, Zima, Simei, 43 Jaate, Gérson e Levi.
44 O segundo ajudante de Hemã foi Etã, do clã de Merari. Os antepassados de Etã foram: Quisi, Abdi, Maluque, 45 Hasabias, Amazias, Hilquias, 46 Anzi, Bani, Sêmer, 47 Mali, Musi, Merari e Levi.
48 Seus parentes levitas foram encarregados de muitas outras tarefas no tabernáculo, a casa de Deus.
Descendentes de Arão
49 Somente Arão e seus descendentes serviam na função de sacerdotes. Apresentavam as ofertas no altar do holocausto e no altar de incenso e realizavam todas as tarefas relacionadas ao lugar santíssimo. Faziam expiação por Israel conforme tudo que Moisés, servo de Deus, havia ordenado.
50 Os descendentes de Arão foram: Eleazar, Fineias, Abisua, 51 Buqui, Uzi, Zeraías, 52 Meraiote, Amarias, Aitube, 53 Zadoque e Aimaás.
Território para os levitas
54 Este é um registro das cidades e do território que, por sorteio, foram entregues aos descendentes de Arão, do clã de Coate. 55 Seu território abrangia Hebrom, em Judá, e as pastagens ao redor, 56 mas os campos e os povoados vizinhos foram entregues a Calebe, filho de Jefoné. 57 Assim, os descendentes de Arão receberam as seguintes cidades, cada uma com as pastagens ao redor: Hebrom (uma cidade de refúgio),[h] Libna, Jatir, Estemoa, 58 Holom,[i] Debir, 59 Aim,[j] Jutá[k] e Bete-Semes. 60 E, do território de Benjamim, receberam: Gibeom,[l] Geba, Alemete e Anatote, cada uma com suas pastagens. Ao todo, os descendentes de Arão receberam treze cidades, de acordo com seus clãs. 61 Os demais descendentes de Coate receberam, por sorteio, dez cidades no território da meia tribo de Manassés.
62 Os descendentes de Gérson receberam, por sorteio, de acordo com seus clãs, treze cidades nos territórios de Issacar, Aser, Naftali e da região de Basã, de Manassés, a leste do Jordão.
63 Os descendentes de Merari receberam, por sorteio, de acordo com seus clãs, doze cidades nos territórios de Rúben, Gade e Zebulom.
64 Os israelitas entregaram todas essas cidades e pastagens aos levitas. 65 As cidades nos territórios de Judá, Simeão e Benjamim, mencionadas anteriormente, foram entregues por sorteio.
66 Os descendentes de Coate receberam as seguintes cidades no território de Efraim, cada uma com suas pastagens: 67 Siquém, uma das cidades de refúgio na região montanhosa de Efraim, e Gezer, 68 Jocmeão, Bete-Horom, 69 Aijalom e Gate-Rimom. 70 Os demais descendentes de Coate receberam as seguintes cidades no território da meia tribo de Manassés: Aner e Bileã, cada uma com suas pastagens.
71 Os descendentes de Gérson receberam as cidades de Golã, em Basã, e Asterote, no território da meia tribo de Manassés, cada uma com suas pastagens. 72 No território de Issacar, receberam Quedes, Daberate, 73 Ramote e Aném, cada uma com suas pastagens. 74 No território de Aser, receberam Masal, Abdom, 75 Hucoque e Reobe, cada uma com suas pastagens. 76 No território de Naftali, receberam Quedes, na Galileia, Hamom e Quiriataim, cada uma com suas pastagens.
77 Os demais descendentes de Merari receberam as seguintes cidades: Jocneã, Carta,[m] Rimom[n] e Tabor, no território de Zebulom, cada uma com suas pastagens. 78 No território de Rúben, a leste do rio Jordão, defronte de Jericó, receberam Bezer (uma cidade no deserto), Jaza, 79 Quedemote e Mefaate, cada uma com suas pastagens. 80 E, no território de Gade, receberam Ramote, em Gileade, Maanaim, 81 Hesbom e Jazer, cada uma com suas pastagens.
A Bíblia – o livro mais lido, traduzido e distribuído do mundo – desde as suas origens, foi considerada sagrada e de grande importância. E, como tal, deveria ser conhecida e compreendida por toda a humanidade. A necessidade de difundir seus ensinamentos, através dos tempos e entre os mais variados povos, resultou em inúmeras traduções para os mais variados idiomas. Hoje é possível encontrar a Bíblia, completa ou em porções, em mais de 2.527 línguas diferentes (levantamento de dez/2010).

Os Originais
Os originais da Bíblia são a base para a elaboração de uma tradução confiável das Escrituras. Porém, não existe nenhuma versão original de manuscrito da Bíblia, mas sim cópias de cópias. Todos os autógrafos, isto é, os livros originais, como foram escritos por seus autores, se perderam. As traduções confiáveis das Escrituras Sagradas baseiam-se nas melhores e mais antigas cópias que existem e que foram encontradas graças às descobertas arqueológicas.
Grego, hebraico e aramaico. Esses foram os idiomas utilizados para escrever os originais das Escrituras Sagradas.
Antigo Testamento
A maior parte foi escrita em hebraico e alguns textos em aramaico.
Novo Testamento
Foi escrito originalmente em grego, que era a língua mais utilizada na época.
Para a tradução do Antigo Testamento, a SBB utiliza a Bíblia Stuttgartensia, publicada pela Sociedade Bíblica Alemã. Já para o Novo Testamento, é utilizado The Greek New Testament, editado pelas Sociedades Bíblicas Unidas. Essas são as melhores edições dos textos hebraicos e gregos que existem hoje, disponíveis para tradutores.
Antigo Testamento Hebraico
Muitos séculos antes de Cristo, os escribas, sacerdotes, profetas, reis e poetas do povo hebreu mantiveram registros de sua história e de seu relacionamento com Deus. Esses registros tinham grande significado e importância em suas vidas e, por isso, foram copiados muitas vezes, e passados de geração em geração.
Com o passar do tempo, esses relatos sagrados foram reunidos em coleções conhecidas por:
A Lei
Composta pelos livros de Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.
Os Profetas
Incluíam os livros de Isaías, Jeremias, Ezequiel, os Doze Profetas Menores, Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel e 1 e 2 Reis.
As Escrituras
Reuniam o grande livro de poesia, os Salmos, além de Provérbios, Jó, Ester, Cantares de Salomão, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Daniel, Esdras, Neemias e 1 e 2 Crônicas.
Esses três grandes conjuntos de livros, em especial o terceiro, não foram finalizados antes do Concílio Judaico de Jamnia, que ocorreu por volta de 95 d.C.
Os livros do Antigo Testamento foram escritos em longos pergaminhos confeccionados em pele de cabra e copiados cuidadosamente pelos escribas. Geralmente, cada um desses livros era escrito em um pergaminho separado, embora A Lei frequentemente fosse copiada em dois grandes pergaminhos. O texto era escrito em hebraico – da direita para a esquerda – e, apenas alguns capítulos, em dialeto aramaico.
Hoje se tem conhecimento de que o pergaminho de Isaías é o mais remoto trecho do Antigo Testamento em hebraico. Estima-se que foi escrito durante o século II a.C. e se assemelha muito ao pergaminho utilizado por Jesus na Sinagoga, em Nazaré. Foi descoberto em 1947, juntamente com outros documentos em uma caverna próxima ao Mar Morto.
Novo Testamento Grego
Os primeiros manuscritos do Novo Testamento que chegaram até nós são algumas das cartas do Apóstolo Paulo, destinadas a pequenos grupos de pessoas de diversos povoados que acreditavam no Evangelho por ele pregado. A formação desses grupos marca o início da igreja cristã.
As cartas de Paulo eram recebidas e preservadas com todo o cuidado. Não tardou para que esses manuscritos fossem solicitados por outras pessoas. Dessa forma, começaram a ser largamente copiados e as cartas de Paulo passaram a ter grande circulação.
A necessidade de ensinar novos convertidos e o desejo de relatar o testemunho dos primeiros discípulos em relação à vida e aos ensinamentos de Cristo resultaram na escrita dos Evangelhos que, na medida em que as igrejas cresciam e se espalhavam, passaram a ser muito solicitados. Outras cartas, exortações, sermões e manuscritos cristãos similares também começaram a circular.
O mais antigo fragmento do Novo Testamento hoje conhecido é um pequeno pedaço de papiro escrito no início do século II d.C. Nele estão contidas algumas palavras de João 18.31-33, além de outras referentes aos versículos 37 e 38. Nos últimos 100 anos descobriu-se uma quantidade considerável de papiros contendo o Novo Testamento e o texto em grego do Antigo Testamento.
Outros Manuscritos
Além dos livros que compõem o nosso atual Novo Testamento, havia outros que circularam nos primeiros séculos da era cristã, como as Cartas de Clemente, o Evangelho de Pedro, o Pastor de Hermas, e o Didache (ou Ensinamento dos Doze Apóstolos).
Durante muitos anos, embora os evangelhos e as cartas de Paulo fossem aceitos de forma geral, não foi feita nenhuma tentativa de determinar quais dos muitos manuscritos eram realmente autorizados. Entretanto, gradualmente o julgamento das igrejas, orientado pelo Espírito de Deus, reuniu a coleção das Escrituras que constituíam um relato mais fiel sobre a vida e ensinamentos de Jesus. No Século IV d.C. foi estabelecido entre os concílios das igrejas um acordo comum, e o Novo Testamento foi constituído.
Os dois manuscritos mais antigos da Bíblia em grego podem ter sido escritos naquela ocasião – o grande Codex Sinaiticus e o Codex Vaticanus. Estes dois inestimáveis manuscritos contêm quase a totalidade da Bíblia em grego. Ao todo são aproximadamente 20 manuscritos do Novo Testamento escritos nos primeiros cinco séculos.
Quando Constantino proclamou e impôs o cristianismo como única religião oficial no Império Romano, no final do Século IV, surgiu uma demanda nova e mais ampla por boas cópias de livros do Novo Testamento. É possível que o grande historiador Eusébio de Cesareia (263–340) tenha conseguido demonstrar ao imperador o quanto os livros dos cristãos já estavam danificados e usados, porque o imperador encomendou 50 cópias para igrejas de Constantinopla. Provavelmente, esta tenha sido a primeira vez que o Antigo e o Novo Testamentos foram apresentados em um único volume, agora denominado Bíblia.
A primeira tradução
Estima-se que a primeira tradução foi elaborada entre 200 a 300 anos antes de Cristo. Como os judeus que viviam no Egito não compreendiam a língua hebraica, o Antigo Testamento foi traduzido para o grego. Porém, não eram apenas os judeus que viviam no estrangeiro que tinham dificuldade de ler o original em hebraico: com o cativeiro da Babilônia, os judeus da Palestina também já não falavam mais o hebraico.
Septuaginta (ou Tradução dos Setenta)
Esta foi a primeira tradução. Realizada por 70 sábios, ela contém sete livros que não fazem parte da coleção hebraica, pois não estavam incluídos quando o cânon (ou lista oficial) do Antigo Testamento foi estabelecido por exegetas israelitas no final do Século I d.C. A igreja primitiva geralmente incluía tais livros em sua Bíblia. Eles são chamados apócrifos ou deuterocanônicos e encontram-se presentes nas Bíblias de algumas igrejas. Esta tradução do Antigo Testamento foi utilizada em sinagogas de todas as regiões do Mediterrâneo e representou um instrumento fundamental nos esforços empreendidos pelos primeiros discípulos de Jesus na propagação dos ensinamentos de Deus.
Outras traduções
Outras traduções começaram a ser desenvolvidas por cristãos novos nas línguas copta (Egito), etíope (Etiópia), siríaca (norte da Palestina) e em latim – a mais importante de todas as línguas pela sua ampla utilização no Ocidente. Por haver tantas versões parciais e insatisfatórias em latim, no ano 382 d.C, o bispo de Roma nomeou o grande exegeta Jerônimo para fazer uma tradução oficial das Escrituras.
Com o objetivo de realizar uma tradução de qualidade e fiel aos originais, Jerônimo foi à Palestina, onde viveu durante 20 anos. Estudou hebraico com rabinos famosos, e examinou todos os manuscritos que conseguiu localizar. Sua tradução tornou-se conhecida como “Vulgata”, ou seja, escrita na língua de pessoas comuns (“vulgus”). Embora não tenha sido imediatamente aceita, tornou-se o texto oficial do cristianismo ocidental. Neste formato, a Bíblia difundiu-se por todas as regiões do Mediterrâneo, alcançando até o Norte da Europa.
Na Europa, os cristãos entraram em conflito com os invasores godos e hunos, que destruíram uma grande parte da civilização romana. Em mosteiros, nos quais alguns homens se refugiaram da turbulência causada por guerras constantes, o texto bíblico foi preservado por muitos séculos, especialmente a Bíblia em latim na versão de Jerônimo.
Não se sabe quando e como a Bíblia chegou até as Ilhas Britânicas. Missionários levaram o evangelho para Irlanda, Escócia e Inglaterra, e não há dúvida de que havia cristãos nos exércitos romanos que lá estiveram no segundo e terceiro séculos. Provavelmente a tradução mais antiga na língua do povo desta região é a do Venerável Bede. Relata-se que, no momento de sua morte, em 735, ele estava ditando uma tradução do Evangelho de João. Entretanto, nenhuma de suas traduções chegou até nós. Aos poucos, as traduções de passagens e de livros inteiros foram surgindo.
Primeiras escrituras impressas
Na Alemanha, em meados do século 15, um ourives chamado Johannes Gutenberg desenvolveu a arte de fundir tipos metálicos móveis. O primeiro livro de grande porte produzido por sua prensa foi a Bíblia em latim. Cópias impressas decoradas à mão passaram a competir com os mais belos manuscritos. Esta nova arte foi utilizada para imprimir Bíblias em seis línguas antes de 1500 – alemão, italiano, francês, tcheco, holandês e catalão. E em outras seis línguas até meados do século 16 – espanhol, dinamarquês, inglês, sueco, húngaro, islandês, polonês e finlandês.
Finalmente as Escrituras realmente podiam ser lidas na língua destes povos. Mas essas traduções ainda estavam vinculadas ao texto em latim. No início do século 16, manuscritos de textos em grego e hebraico, preservados nas igrejas orientais, começaram a chegar à Europa ocidental. Havia pessoas eruditas que podiam auxiliar os sacerdotes ocidentais a ler e apreciar tais manuscritos.
Uma pessoa de grande destaque durante este novo período de estudo e aprendizado foi Erasmo de Roterdã. Ele passou alguns anos atuando como professor na Universidade de Cambridge, Inglaterra. Em 1516, sua edição do Novo Testamento em grego foi publicada com seu próprio paralelo da tradução em latim. Assim, pela primeira vez, estudiosos da Europa ocidental puderam ter acesso ao Novo Testamento na língua original, embora, infelizmente, os manuscritos fornecidos a Erasmo fossem de origem relativamente recente e, portanto, não eram completamente confiáveis.
Descobertas arqueológicas
Várias foram as descobertas arqueológicas que proporcionaram o melhor entendimento das Escrituras Sagradas. Os manuscritos mais antigos que existem de trechos do Antigo Testamento datam de 850 d.C. Existem partes menores bem mais antigas como o Papiro Nash do segundo século da era cristã. Mas sem dúvida a maior descoberta ocorreu em 1947, quando um pastor beduíno, que buscava uma cabra perdida de seu rebanho, encontrou por acaso os Manuscritos do Mar Morto, na região de Jericó.
Durante nove anos, vários documentos foram encontrados nas cavernas de Qumran, no Mar Morto, constituindo-se nos mais antigos fragmentos da Bíblia hebraica que se têm notícias. Escondidos ali pela tribo judaica dos essênios no século I, nos 800 pergaminhos, escritos entre 250 a.C. a 100 d.C., aparecem comentários teológicos e descrições da vida religiosa deste povo, revelando aspectos até então considerados exclusivos do Cristianismo.
Estes documentos tiveram grande impacto na visão da Bíblia, pois fornecem espantosa confirmação da fidelidade dos textos massoréticos aos originais. O estudo da cerâmica dos jarros e a datação por carbono 14 estabelecem que os documentos foram produzidos entre 168 a.C. e 233 d.C.
Destaca-se, entre estes documentos, uma cópia quase completa do livro de Isaías, feita cerca de 100 a.C. Especialistas compararam o texto dessa cópia com o texto-padrão do Antigo Testamento hebraico (o manuscrito chamado Codex Leningradense, de 1008 d.C.) e descobriram que as diferenças entre ambos eram mínimas.
Outros manuscritos também foram encontrados neste mesmo local, como fragmentos de um texto do profeta Samuel, textos de profetas menores, parte do livro de Levítico e um targum (paráfrase) de Jó.
As descobertas arqueológicas, como a dos manuscritos do Mar Morto e outras mais recentes, continuam a fornecer novos dados aos tradutores da Bíblia. Elas têm ajudado a resolver várias questões a respeito de palavras e termos hebraicos e gregos, cujo sentido não era absolutamente claro. Antes disso, os tradutores se baseavam em manuscritos mais “novos”, ou seja, em cópias produzidas em datas mais distantes da origem dos textos bíblicos.
Vamos estudar esse livro maravilhoso?
Fonte: SBB – Sociedade Bíblica do Brasil
Manifestações demoníacas, histeria coletiva, demonização e muita carnalidade e emocionalismo em cultos pentecostais.
Um pastor pregando numa igreja pentecostal lotada, logo após a saudação inicial começou a sapatear e dizer:
E continuou o pregador, eis que ele está vindo para o meio dos jovens...e os jovens por sua vez, começaram a pular!
E o pregador continuou dizendo, eis que agora ele está passando pelas irmãs...e aí meus queridos, era irmãs pulando pra todo lado e falando em "mistério" e fazendo aviãozinho e dando golpes no ar e chiando que nem panela de pressão!!!
E o pregador continuou narrando a trajetória do anjo e disse, e ele agora tá vindo pro altar no meio dos obreiros...aí a cena foi igual ou mais que no meio das irmãs!!!
E quando todos estavam "pegando fogo" disse o pregador:
E EIS QUE EU VOS DIGO QUE ESSE ANJO É SATANÁS!!!!!!!!!!
Aí, murchou todo mundo! E só se ouvia ecoar alguns "misericórdia Jesus!"
Este fato é real. E quem fez isto foi um pastor do ICP - Instituto Cristão de Pesquisas
Para provar para as pessoas que ali estavam que é muito fácil enganar os crentes pentecostais de hoje em dia!
É...meus irmãos com tantos picaretas, charlatães, sensacionalistas emocionais e oportunistas que andam pregando nas igrejas, tem muita gente "comprando gato por lebre".
Tomem cuidado, nem tudo que faz barulho é o Espírito Santo...
Primeiro vamos entender o que é histeria coletiva:
É um distúrbio psicológico em que um grupo de pessoas passa a ter, ao mesmo tempo, um comportamento estranho ou adoecer sem uma causa aparente. Os surtos de histeria coletiva, também conhecida como doença psicogênica de massa, são mais frequentes em grupos fechados, como alunos de uma mesma escola ou trabalhadores de uma empresa, embora também acometa a população em geral. A doença faz a galera ficar mais ansiosa e perder o controle sobre atos e emoções, além de turbinar os sentidos, como tato, olfato, paladar etc. Mesmo que tudo isso seja coisa da cabeça, os “histéricos” chegam a apresentar sintomas como náusea, tontura, fraqueza, desmaio e falta de ar.
Outras histerias coletivas na história
1. A epidemia de riso na Tanzânia
Rir pode ser perigoso. Ao menos é o que você vai constatar após conhecer a história bizarra de histeria coletiva que ocorreu na Tanzânia. Inexplicavelmente, uma piada contada dentro de um colégio interno fez com que a população de diversas cidades na região de Tanganyika tivesse crises de riso incontroláveis.
O fato ocorreu no ano de 1962 e, por mais incrível que possa parecer, só terminou 18 meses depois de ter começado. Segundo pesquisadores, os alunos entraram em crises de riso após ouvir a piada, transmitindo a histeria para seus pais, que a transmitiram para moradores de áreas próximas.
As risadas causaram diversos sintomas derivados do próprio riso incontrolável, como dores, desmaios, problemas respiratórios, erupções cutâneas e até mesmo ataques de choro.
2. A Tragédia do Cine Oberdan
A história aconteceu em abril de 1938 em São Paulo e teve um final assustadoramente trágico, no entanto, começou de uma forma curiosa. Segundo relatos de presentes no local, um pânico tomou conta de uma das salas do Cine Oberdan por conta de um grito de fogo.
No entanto, nunca houve qualquer sinal de incêndio. Muitos atribuíram o ocorrido a certo momento do filme em que dois aviões se chocavam, o que teria motivado o grito de um espectador. Mesmo sem sinais de fumaça, a sala lotada de crianças foi invadida pela histeria coletiva, o que resultou em dezenas de pessoas pisoteadas e mais de 30 mortos.
Sapatos deixados pelo caminho na confusão
A versão oficial da policia é um pouco diferente, mas não muda a desproporção entre o fato e a reação do público. Segundo a conclusão dos investigadores, uma das crianças sentiu uma forte dor de barriga durante o filme e, após diversas tentativas desesperadas de encontrar o lanterninha, o menino resolveu ir sozinho ao banheiro.
Embora ele não tenha conseguido chegar ao destino a tempo, o jovem (que acabou fazendo suas necessidades no caminho) seguiu até o sanitário, onde as luzes estavam apagadas. Vendo uma pilha de jornais, ele resolveu fazer um tipo de tocha para visualizar o ambiente. A porta entreaberta permitiu que um espectador visse a luz da chama. Ele então teria gritado, o que gerou todo o pânico no local. O incêndio jamais existiu, mas as consequências da histeria aniquilaram famílias inteiras.
3. O rio de água doce
O Mahim Creek é um dos rios de água salgada mais poluídos da Índia. Ele recebe toneladas de esgoto e resíduos industriais todos os dias. No entanto, em 2006 a notícia de que sua água havia ficado doce e potável se espalhou, sem que haja qualquer explicação para o boato.

Em poucas horas, mais rumores de que outros rios haviam se tornado potáveis na região começaram a surgir. Enquanto autoridades temiam surtos de doença e tentavam alertar as pessoas de que não deveriam beber a água, dezenas de moradores já haviam coletado água em garrafas plásticas.
No dia seguinte, aqueles que acreditavam no boato diziam que as águas haviam se tornado salgadas novamente. Não existem dados sobre os danos causados após o episódio.
4. A epidemia do inseto
Em 1962, uma misteriosa doença surgiu em uma fábrica de tecidos dos Estados Unidos. Após boatos de que insetos existentes no galpão transmitiriam um vírus extremamente resistente, dezenas de trabalhadores passaram a apresentar os sintomas da suposta doença, como náuseas, tonturas, vômitos e sonolência.
No entanto, nunca foi encontrada qualquer evidência de que estes insetos existiram realmente, nem mesmo mordidas nos corpos dos indivíduos infectados. Pesquisadores acreditam que a ansiedade e a tensão causadas pelos boatos foram responsáveis pelos sintomas.
5. A Guerra dos Mundos
Essa é possivelmente a história de histeria coletiva mais conhecida do mundo. Em 1938, uma adaptação de A Guerra dos Mundos foi transmitida pela rádio Columbia Broadcasting System, no entanto, não foi recebida da forma esperada.
Dirigido e narrado por Orson Welles, o episódio foi ao ar em meio à tensão dos momentos que antecediam a II Guerra Mundial. Alguns ouvintes não sabiam que a narração se tratava de uma leitura de peça de ficção e, ao ligarem o rádio no meio da transmissão, acreditaram que aquilo se tratava de um boletim de notícias.

Até o final da tarde, o que era apenas ficção havia se tornado realidade: milhares de pessoas tomaram as ruas de cidades como Nova York e Nova Jersey, em pânico com a suposta guerra que havia começado. A polícia levou horas para acabar com a confusão, que virou noticiário em todo o mundo.
6. O homem-macaco assassino
Em 2001, rumores começaram a circular por toda a Índia de que uma estranha criatura metade homem e metade macaco aparecia durante a noite atacando pessoas. Dezenas de relatos oculares inconsistentes começaram a surgir, mas mesmo sem qualquer comprovação de existência da criatura, a histeria tomou conta da região.

A polícia registrou três casos de pessoas que morreram e mais 15 que que machucaram gravemente ao saltar de janelas, acreditando terem visto a criatura em seus quartos durante a noite. nenhuma evidência foi encontrada.
7. Onze pessoas e o diabo
Em Paris, no ano de 2010, um caso de histeria coletiva completamente sem sentido chocou o mundo. Um homem, ao levantar-se nu no meio da noite para esquentar a mamadeira de seu filho, foi confundido pela própria esposa com o “Diabo”.
Ao vê-lo, ela começou a gritar por socorro, chamando o homem de diabo. A irmã dele, ouvindo os gritos feriu a mão do rapaz com uma faca. Outras 10 pessoas da família ajudaram as mulheres a expulsarem o homem do local. Inexplicavelmente, nenhum deles reconheceu o indivíduo para desfazer a confusão.
O rapaz então tentou voltar ao apartamento. Com isso, todos que moravam no local começaram a saltar da janela, tentando fugir do que eles acreditavam ser o demônio. Na confusão, várias delas se machucaram e um bebê de quatro meses morreu. A polícia não encontrou qualquer droga no local, nem mesmo evidências de cultos religiosos ou obscuros no apartamento.
8. O atentado terrorista que nunca existiu
Em Melburne, Austrália, uma funcionária do aeroporto internacional da região desmaiou na escada rolante. Sem qualquer motivo aparente, isso foi confundido por outros funcionarios com um ataque terrorista. O sistema de ar condicionado foi desligado para evitar que o suposto gás não se espalhasse pelo local.
A perícia jamais descobriu qualquer sequela de substâncias tóxicas no local, no entanto, mais de 50 pessoas foram levadas ao hospital apresentando sintomas semelhantes aos da funcionária que havia desmaiado – e que, na verdade, apenas teve um mal súbito.
9. O espírito cearense
Em 2010, uma escola no interior do Ceará teve suas aulas interrompidas após um caso de surto coletivo. Dezenas de alunos entre 12 e 19 anos diziam ver o espírito de um estudante que havia morrido.
Vários adolescentes entravam em um tipo de transe ao estar dentro da escola, o que fez com que um boato de que a instituição seria assombrada surgisse. Psicólogos, parapsicólogos e até mesmo um padre foram chamados para conversar com os alunos e explicar o que estava acontecendo.
Mesmo com a ajuda dos profissionais, os casos de desmaios e sintomas semelhantes a convulsões só aumentaram, o que fez com que a escola tivesse que ser fechada por um período. Após o intervalo, o caso aparentemente se resolveu.
10. A dança da morte
Em 1518, um caso de histeria de dança incontrolável surgiu em Estrasburgo, na França. Fao Troffea, uma moradora da região, começou a dançar na rua, aparentemente sem motivo e sem qualquer música tocando.

Relatos dão conta de que seus passos fervorosos duraram entre quatro a seis dias, sem interrupção. Em uma semana, 34 pessoas já haviam se juntado à dançarina e em menos de um mês havia mais de 400 pessoas dançando frenéticamente nas ruas. A maioria dessas pessoas acabaram morrendo de exaustão ou por causas como ataques cardíacos e derrames.
Minha humilde opinião:
Por alguns lugares por onde passei ministrando o evangelho, eu pude constatar muita coisa herética e carnal ou até mesmo sintomas de demonismo; não preciso nem dizer que histerias coletivas eram comuns na maioria dos cultos. Era só gritar olha o anjo e a igreja era "renovada", não eram apenas um ou dois crentes, eram dezenas ou até centenas em um mesmo mover. Não estou julgando o agir de Deus ou o mover do espirito, estou julgando a facilidade com que se essas manifestações acontecem e o pior, a vida de cada uma dessas pessoas; então fui atras de observa-las no seu dia-a-dia, e como esperado, a maioria tinha uma vida muito distante de uma vida cristã, mentiam, roubavam, prostituíam, adulteravam,sentavam a mesa de escarnecedores; espacavam suas esposas, bebiam bebidas alcoólicas escondido (dado a doutrina de sua igreja), fumavam, usavam drogas; alguns até frequentavam centros espiritas em busca de poder; eviavam nuds em redes sociais e etc.
Daí a perguta: - Era mesmo uma manifestação coletiva promovida pelo Espirito Santo ou uma histeria coletiva? Ou pior, demonização ou possessão demoníaca?
Sei que é um assunto delicado, mas, ficar calado ainda é pior. Muitos dirão que isso é blasfêmia ou que estou tocando em unção de "A" ou "B", mas isso é um questionamento consciente e necessário. Mesmo se eu pedir que não se ofendam, se ofenderão mas isso não ira me intimidar, porque foi Deus quem me deu esse direito e poder de ser um individuo com minha própria impressão digital e com livre arbítrio. Seja você também livre para questionar, pois quem evita o conflito, evita a mudança.
Minha humilde opinião:
Por alguns lugares por onde passei ministrando o evangelho, eu pude constatar muita coisa herética e carnal ou até mesmo sintomas de demonismo; não preciso nem dizer que histerias coletivas eram comuns na maioria dos cultos. Era só gritar olha o anjo e a igreja era "renovada", não eram apenas um ou dois crentes, eram dezenas ou até centenas em um mesmo mover. Não estou julgando o agir de Deus ou o mover do espirito, estou julgando a facilidade com que se essas manifestações acontecem e o pior, a vida de cada uma dessas pessoas; então fui atras de observa-las no seu dia-a-dia, e como esperado, a maioria tinha uma vida muito distante de uma vida cristã, mentiam, roubavam, prostituíam, adulteravam,sentavam a mesa de escarnecedores; espacavam suas esposas, bebiam bebidas alcoólicas escondido (dado a doutrina de sua igreja), fumavam, usavam drogas; alguns até frequentavam centros espiritas em busca de poder; eviavam nuds em redes sociais e etc.
Daí a perguta: - Era mesmo uma manifestação coletiva promovida pelo Espirito Santo ou uma histeria coletiva? Ou pior, demonização ou possessão demoníaca?
Sei que é um assunto delicado, mas, ficar calado ainda é pior. Muitos dirão que isso é blasfêmia ou que estou tocando em unção de "A" ou "B", mas isso é um questionamento consciente e necessário. Mesmo se eu pedir que não se ofendam, se ofenderão mas isso não ira me intimidar, porque foi Deus quem me deu esse direito e poder de ser um individuo com minha própria impressão digital e com livre arbítrio. Seja você também livre para questionar, pois quem evita o conflito, evita a mudança.
Pr. Ubiratã Pinto
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